Resumo em portuguêsO que este artigo investigou
Miia Jokela e Yuri L. Hanin sintetizaram estudos realizados entre 1978 e 1997 para avaliar o modelo das Zonas Individuais de Funcionamento Ótimo (IZOF). O trabalho investigou se o desempenho difere quando a ansiedade pré-competitiva se encontra dentro ou fora da zona própria de cada atleta, além de examinar a precisão com que atletas recordam e antecipam seu estado de ansiedade antes da competição. Trata-se de uma meta-análise, não de um ensaio de intervenção.
Título original
Does the individual zones of optimal functioning model discriminate between successful and less successful athletes? A meta-analysis
Principais achadosO que vale destacar
- A meta-análise reuniu 19 estudos de 1978 a 1997, totalizando 146 tamanhos de efeito e dados de 6.387 participantes.
- Os atletas dentro de suas zonas individuais ótimas apresentaram, em média, desempenho superior ao dos que estavam fora delas (d = +0,44; 41 tamanhos de efeito; n = 3.175). Isso descreve uma diferença observada, não prova que modificar a ansiedade cause melhora.
- A precisão da recordação da ansiedade pré-competitiva mostrou correlação ponderada r(w) = +0,71 (24 tamanhos de efeito; n = 369), enquanto a precisão da antecipação apresentou r(w) = +0,69 (81 tamanhos de efeito; n = 2.843).
Aplicação prática
Em vez de procurar um nível universal de ansiedade ideal, o modelo sugere observar o padrão individual de cada atleta: registrar sentimentos antes das competições e compará-los com o desempenho, a modalidade e as circunstâncias. Os resultados apoiam o estudo das zonas individuais, mas não estabelecem um protocolo causal de treinamento ou uma garantia de performance.
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